Examinando o outro lado - Nilmário Quintela  escrito em terça 25 agosto 2009 03:10

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Examinando o outro lado

 

As lágrimas que escorrem pela face
Levam sonhos que deixaram de existir
O sorriso estampando um triste pesadelo,
De um ser humano abandonado que não tem para onde ir.

 

Uma vida assassinada pelo próprio nascimento
Jogado na calçada, entregue ao relento
Fez das ruas sua morada, criou seus conceitos
Esperou seu julgamento.

 

Excluído pela comunidade
Era chamdo de mendigo, indigente, vagabundo e excremento
Sem ter como sobreviver, seu lema agora é matar ou morrer
Sedento de vingança, tornou-se um tormento.

 

Agora ele é parte de dados estatísticos
Sua família são estupradores, drogados e assassinos
Criado por um mundo desleal
Comandado por outra corja de bandidos.

 

Acabou sendo preso, foi humilhado e torturado
Dias depois assassinado
Até hoje procura-se o culpado.

 

Então agora me pergunto
Se vivo numa sociedade justa
Porque existe uma diferença absurda
Desequilibrando o nível social?

 

Assim a sociedade permanece
Somos tratados como marionetes
Vidas e vidas escarnecem
Vítimas de um mundo desigual.

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Ao Artpoesia - Nilmário Quintela  escrito em domingo 19 julho 2009 15:37

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Ao Artpoesia

 

Uma tarde chuvosa

Onde iria acontecer um grande evento

E eu ansioso me preparava

Para aquele grande momento.

 

Quando cheguei ao local programado

Sentir-me em casa, foi imensa a alegria

Pois lá estava eu sentado entre grandes poetas

Escutando as mais doces e belas poesias.

 

Tinha poesia declamada, cantada, representada

Tinha repentista, Odalisca e Lampião

Um coquetel de idéias expressadas,

Que inesquecível sensação.

 

Foi uma verdadeira noite de magia

Por isso hoje agradeço ao Barreto, ao José da Boa Morte

E todos os colaboradores do Artpoesia.

 

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Inspiração - Nilmário Quintela  escrito em terça 07 julho 2009 20:36

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Inspiração

 

O dia amanhece

E junto a sua beleza surge uma nova inspiração

Contando relatos de uma história real

De amizade, amor e paixão.

 

Sentimento que havia sido engolido

Uma vida que tinha se perdido, felizmente se reencontrou

Ganhou forças, superou expectativas

Descobriu o que é o amor.

 

E o que parecia ser um destino trágico

Por linhas tortas foi salvo

Porém o preço cobrado para quem uma vida tentou destruir

Ainda está sendo estipulado.

 

Mais a vida segue

E então o dia anoitece

E junto ao seu mistério surge sua bela musa e rainha

E o poeta ao avistá-la se inspira e escreve

Mais uma bela e doce poesia.

 

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Pessoas - Nilmário Quintela  escrito em segunda 06 julho 2009 02:00

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Pessoas

 

Pessoas!

Será que são produtos?

Onde o preço é absurdo

Quem tem coragem de comprar?

 

Onde está a garantia?

De que essa minha vida tão baldia

Ao lado de pessoas vai melhorar.

 

Prefiro não pagar o preço

Pois depois se der defeito

Quem é que vai trocar?

 

As pessoas vieram com defeito de fabricação

E pelo menos vivendo na solidão

Ninguém vai me machucar.

 

Pois ao menos tão sozinho

Posso escutar o cantar do passarinho

Fechar os olhos e sonhar.

 

 

 

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O amor está no ar - Nilmário Quintela  escrito em sexta 03 julho 2009 01:22

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O amor está no ar

 

Sinto um aroma inebriante
Sem dúvidas o amor acabou de passar
Deixou seu cheiro sensual revigorante
E por instante passei a delirar.

 

Senti teu corpo então tocar no meu
Com desejo inerte eu só queria te beijar
Passei então a realizar os desejos teus
Com a junção dos sexos passei a te amar.

 

Senti então o oxigênio dispersando
Testosterona, o coração a disparar
Á Adrenalina então foi aumentando
E os olhos começaram a revirar.

 

Ao redor são quatro paredes
Na cama dois corpos a se queimar
No fim ficam as labaredas de um amor
Que anestesia o ar até se dissipar.

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